O vidro e seu universo dentro da arquitetura.

Atualmente o vidro é um elemento importante e muito utilizado nos projetos arquitetônicos. Mas isso não vem de hoje. Entenda um pouco mais da história do vidro na arquitetura.

 

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Apesar das poucas informações sobre o descobrimento do vidro, acredita-se que o vidro já era um elemento conhecido e utilizado desde 4.000a.C, onde supostamente os navegadores fenícios prepararam fogueiras usando blocos de salitre e soda. Já durante todo o Império Romano, o vidro com toda sua beleza e funcionalidade, foi ainda mais desenvolvido e descoberto, surgindo assim, as primeiras empresas produtoras de vidro.

Veneza, com certeza é uma cidade que não pode deixar de ser mencionada quando falamos de vidro, simplesmente pelo fato de ter sido uma das pioneiras no desenvolvimento do vidro e seu apogeu. Mas não podemos nos esquecer de que outros lugares, como a França, por exemplo, já produzia o vidro no período romano. A diferença é que apenas posteriormente a essa época que conseguiram chegar ao seu apogeu e alcançar uma alta qualidade no produto.

No Brasil, diferentemente da Europa, o vidro tornou-se conhecido no século XX , quando em 1549 tiveram 70 espelhos para a construção da cidade de Salvador. Porém, o vidro teve seu momento apenas em 1982, quando a primeira indústria vidreira chamada Vidraria São Paulo, se instalou no Rio de Janeiro. A empresa francesa Saint-Gobain juntamente com a empresa inglesa Pilkington se uniram e construíram a primera empresa de vidro float no Brasil, mais conhecida como CEBRACE. A CEBRACE foi aberta na região do Vale do Paraiba.

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O que é o vidro, afinal? O vidro é literalmente uma substância inorgânica, homogênea e amorfa obtida pelo resfriamento de uma massa a base de sílica em fusão. Ele é composto por areia derretida e componentes que aumentam sua resistência mecânica e química contra esforços. Graças a todo processo que o vidro passa para ser criado, ele tem como características principais a rigidez, durabilidade, transparência e isolador térmico e acústico.

Além de todas as características positivas que um vidro pode oferecer, o vidro na arquitetura tem hoje, um grande poder tanto em termos visuais quanto econômico. Já antigamente, quando o vidro ainda não era tão conhecido no Brasil, nem mesmo as janelas eram feitas de vidro. As casas eram feitas com janelas cegas, de folhas de madeira. Por volta do século XVIII, as janelas de vidraça começaram a aparecer em construções nobres. Estudiosos da história como Carlos Lemos, o vidro era pouquíssimo utilizado nas colônias.

No decorrer do tempo, as empresas de vidro foram implantadas no Brasil e junto disso, a produção de vidro cresceu. Junto da arquitetura moderna, então, começou a surgir um fascínio pela beleza que o vidro trazia para as construções. Este momento foi justamente acompanhado pela invenção do concreto e pelo aumento de quantidade de aço nas construções, no que possibilitava os edifícios a serem mais altos e modernos, com janelas de vidro, portas de vidro e até mesmo tetos e paredes de vidro.

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