Os cuidados que os vidreiros precisam ter ao lidar com o vidro temperado

Tidos como vidros de segurança, os temperados são resistentes e diminuem ao máximo o risco de qualquer acidente caso se quebre

 

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Com base na última atualização da norma NBR 7199 – Vidros na construção civil e ABNT NBR 14698 –, publicada pela ABRAVIDRO, há instruções quanto ao manuseio, adaptação, lapidação, transporte e até instalação dos vidros temperados.

Lapidação
A norma diz que o vidro não pode ter sua borda trabalhada após passar pelo processo de têmpera.

Formatos não convencionais
Seguindo a regra, deve ser estabelecido um acordo prévio com o cliente sobre as características das tolerâncias do projeto para a produção de peças especiais. É importante ressaltar que quem garante medidas exatas para um projeto sem considerar as tolerâncias do seu processo produtivo, assume um maior risco.

Capacidades do processador
Consultar as dimensões máximas e mínimas de fabricação com o fabricante de vidro temperado é responsabilidade do vidraceiro. Porém, o processador também precisa conhecer os limites com os quais pode trabalhar, conforme a limites e capacidade de cada equipamento.

Marca do fabricante
De acordo com a norma, o vidro temperado deve ser marcado de forma indelével com a logomarca do processador. Contrariar essa recomendação, inclusive, fere o Código de Defesa do Consumidor.

Transporte
Os vidros devem ser transportados em pilhas, apoiados em material que não danifique as bordas, com inclinação de 4º a 6º em relação à vertical. Também devem ser separados por

intercalários.
E caso as peças de vidro temperado tenham dimensões diferentes, suas superfícies e bordas devem ser protegidas para evitar atrito.

Instalação
É estabelecido pelas normas que os vidros temperados não podem sofrer esforços causados por dilatação, contração, torção, vibração ou deformação do sistema. Por isso, não é permitido o contato das bordas com peças metálicas ou qualquer material de dureza superior à do vidro.

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